domingo, 18 de julho de 2010

Despertar ao Sol


Acordar com vontade por vezes é difícil. Um dissabor que nem a pasta de mentol tira. No entanto, abri a janela e o sol ressoou sua solenidade. O clichê é verdadeiro. Não há mesmo como contestar a sabedoria popular acerca da simplicidade dar conta de tudo, se assim puder nomear a natureza. Não sei ao certo de onde veio, mas aceitei ao ímpeto de jogar o corpo de volta a cama apenas para ter os braços atrás da cabeça num espreguiçamento alongado e forte. A face em sorriso e os pés espertos. É bom arrumar uma bonita mesa para o café da manhã. O glamour não é apenas frivolidade. A beleza é essencial para a alegria. Delícia de pão quentinho com requeijão. Um flash e visualizo margaridas brancas rodando no vento do campo e neon azul. Seria o céu? Miragem que criei do balanço da música que vêm lá da sala. Sei lá, essas coisas inspiram. A luz lá de fora pede a bicicleta. Avançando alucinadamente pela rua aberta da vila onde moro consigo pertencer às mãos do dia. Personifico famosas cenas do cinema e enxergo a grande ocular da câmara no plano superior gravando minha larga alegria para a vida. Faço o Twist and Shout como eu quiser. Liberdade.  Meus olhos aos seus podem ser de um estranho, mas meu caminhar não é ordinário. Sigo entorpecida pela música. Sing Blue Silver, eu ouço o refrão. O meu amor brilha assim, acabei de realizar. Oh, vista bonita de crianças no parquinho do jardim ali da praça. Algodão doce para arrematar. Uuuh, estou no céu e as asas do anjo me suporta. Alguém poderia explicar a razão deste estranho comportamento? Boba, é só instante de felicidade.



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